A situação
Isto nunca ia ser uma simples atualização. O ambiente combinava infraestrutura local envelhecida, identidade híbrida, aplicações de negócio ainda dependentes do domínio local e uma necessidade crescente de preparar dispositivos e dar-lhes suporte à distância. Melhorar uma camada sem compreender as restantes apenas mudaria o problema de sítio.
O que encontrei
A infraestrutura precisava de mais do que substituir componentes: era também preciso pô-la em ordem e torná-la mais resiliente: os caminhos de armazenamento e a estabilidade do Hyper-V exigiam atenção, a configuração dos backups acumulava entradas obsoletas, o AD/DNS continha configurações obsoletas ou incompletas e a gestão de dispositivos ainda dependia fortemente dos processos tradicionais de adesão ao domínio. Ao mesmo tempo, colaboradores essenciais trabalhavam remotamente e uma filial no estrangeiro tornava cada vez mais útil o aprovisionamento de dispositivos através da cloud.
O que alterei
Introduzi armazenamento SAN resiliente com caminhos iSCSI de 10 Gb redundantes e MPIO, harmonizei e estabilizei os hosts Hyper-V, consolidei o Veeam, corrigi a configuração de AD/DNS e introduzi o aprovisionamento e a gestão de dispositivos com Entra ID, Intune e Autopilot, de forma faseada. O Windows Hello for Business com Cloud Kerberos Trust preservou o acesso aos recursos locais; Windows LAPS, início de sessão automático no OneDrive e backup das pastas do utilizador, migração de MFA, Apple Business Manager, macOS Platform SSO e Managed Google Play alargaram o modelo. LibreNMS, documentação e formação prática deixaram a equipa em condições de manter e dar suporte à solução após a implementação.
O resultado
O ambiente ficou com uma base de infraestrutura mais sólida e uma direção mais clara para a gestão de dispositivos. O aprovisionamento na cloud e a aplicação de políticas foram introduzidos sem impor uma rutura abrupta com os serviços locais. Armazenamento, virtualização, backups e monitorização ficaram mais fáceis de manter e suportar, e o conhecimento operacional ficou melhor documentado.
O que levo para o próximo projeto
Modernizar é, em grande parte, saber ordenar o trabalho. Primeiro, compreender as dependências em produção; separar configurações obsoletas dos requisitos reais; testar isoladamente as mudanças de risco; e garantir que quem fica responsável pelo ambiente consegue explicar como funciona.