← Voltar às notas de campoNota de campo 03 — Hyper-V

Infraestrutura temporária. Levada a sério.

Construção de cluster Hyper-V temporário e migração DEV/UAT

Uma plataforma de transição fiável, construída com hardware retirado de serviço enquanto a infraestrutura moderna era transferida para outro local.

ContextoOrganização britânica de serviços tecnológicos
FunçãoEngenheiro de infraestruturas
Em detalheEstudo de caso técnico com dados sensíveis removidos, disponível em PDF, em inglês.

A situação

Os hosts mais recentes tinham de ser transferidos para um centro de dados antes da chegada do hardware de substituição definitivo. Os ambientes de desenvolvimento e UAT continuavam a precisar de uma plataforma, pelo que a opção prática foi recuperar três servidores HPE retirados de serviço e construir um cluster temporário com equipamento já existente no local.

O que encontrei

O hardware antigo suportava Windows Server 2022 e armazenamento SAN partilhado, mas a validação do cluster revelou uma falha bem mais interessante. A conectividade de rede habitual funcionava, enquanto as chamadas de gestão WinRM, CIM, WMI e Hyper-V falhavam entre hosts. As explicações mais óbvias — rede, firewall, políticas e autenticação — tornavam-se cada vez menos convincentes.

O que alterei

Reinstalei os hosts, associei as placas de rede às respetivas portas dos switches, configurei as VLANs necessárias, criei o cluster de failover e separei o tráfego de gestão, migração em direto e máquinas virtuais. A falha de gestão remota foi localizada no comportamento das placas de rede antigas; ajustes às definições de offload e virtualização restabeleceram esse tráfego. Validei depois a migração em direto, o esvaziamento controlado de um nó (drain), migrando as respetivas VMs para os restantes nós, e o reinício com recuperação controlada, antes de preparar o ambiente de origem e utilizar Hyper-V Replica para a migração DEV/UAT.

O resultado

Três servidores com cerca de uma década de uso tornaram-se um cluster de failover temporário funcional, com armazenamento partilhado, conectividade resiliente para as máquinas virtuais e um plano de rollback documentado. A migração pôde avançar em paralelo com a transição do centro de dados, em vez de esperar meses pelo hardware de substituição.

O que levo para o próximo projeto

Temporário não significa improvisado. Se um sistema provisório vai suportar cargas de trabalho reais, merece separação clara dos diferentes tipos de tráfego, validação, rollback e documentação suficiente para que «temporário» não se transforme discretamente em «misterioso».

Quer saber mais?

O estudo de caso completo inclui os detalhes de implementação, o diagnóstico e a documentação técnica que sustentam esta nota de campo. O PDF está em inglês.